Uma TI sofisticada e, ao mesmo tempo, próxima

Um apaixonado por tecnologia. Um jogador de basquete que deixou o esporte para se dedicar a TI. Um adolescente que, apaixonado por computadores antes mesmo que os jovens ao redor o conhecessem, resolveu seguir carreira e se formou em Análise de Sistemas pela Unisinos.

Depois disso, fez Pós em Engenharia de Software. Entendeu o que era computador e fez um MBA em Gestão Estratégica de Pessoas, pois essas são bem mais difíceis de entender.

A carreira seguiu com êxito. Foi presidente Presidente da SUCESU-RS e do GUCIO, empresário sócio da HARPPIA Informática, executivo em empresas privadas como GetNet, Banco Topázio e SABEMI. Funcionário público e militar. Premiado por 3 anos com CIO destaque no RS. Hoje, CIO da Auxiliadora Predial.

Sempre ligado à tecnologia, mas sempre pensando em pessoas. Este é o autor do artigo de nossa news de hoje. Este é Daniel Scherer. Leia, deguste, divirta-se!

Uma TI mais sofisticada

Daniel Scherer, CIO da Auxiliadora Predial

Não é de hoje que ouvimos os conceitos de empresas exponenciais, mundo VUCA – e MUVUCA – que agora já “evoluiu” para BANI, e novas buzzwords vem todos os dias criando conceitos cada vez mais dinâmicos. Palestras, consultorias, gurus,… todos vem com o discurso de que devemos estar atentos, nos adequar, mudar de forma rápida, barata e assertiva. Está certo, entendo. Só tenho uma pergunta: Como?

Não adianta, sou de TI. Se vamos fazer, precisa ter algum resultado, não dá para só ficar fazendo e esquecer no meio do caminho. TI é muito cara para ser tratada de forma displicente. Não podemos só nos esforçar e não entregar. Sempre digo para as equipes que trabalho, esforço sem entrega é só custo.

Então, meu objetivo neste texto é trazer à reflexão esse novo mundo, com a nova TI. Sim, imagino que precisamos mudar. De forma alguma vou falar de scrum ou outros métodos ágeis. Acredito que elas foram, e ainda são importantes metodologias para esse mundo mais ágil. Os métodos ágeis, não são mais rápidos, mas conseguem se adequar conforme as mudanças do negócio vão ocorrendo. E essa vantagem para um mundo de muitas mudanças é inegável. Há também seus pontos negativos, porém não é essa proposta agora.

Não é de hoje que vejo, que para fazer mais rápido o ponto chave é a comunicação. Não tem muito tempo que a TI exigia um chamado com toda uma especificação do que o usuário / cliente precisa. E como o “cara” de TI não queria falar com o usuário, se escondendo no “CPD” esse era o ponto de fricção. Parece as vezes que a TI não quer atender – e muitas vezes é isso mesmo.

Quando alguém comenta um assunto – qualquer assunto, se os interlocutores têm o domínio do tema, não é preciso entrar nos pormenores pois ambos dominam cada detalhe. Então me parece fazer sentido que independente da metodologia utilizada, se a TI conhecer muito bem o negócio, teremos soluções mais rápidas, pois a etapa de detalhar o problema a ser resolvido será reduzido Esta etapa de definição de escopo é sempre a mais crítica, e deveria ser a mais demorada – mas muitas vezes é subestimada. Então começou a ouvir o termo “a TI alinhada ao negócio”. Sinceramente, até hoje tenho um pouco de dificuldade de entender isso, pois para mim a TI É O NEGÓCIO. É uma das principais ferramentas de qualquer mercado atual. A TI precisa fazer parte. E só não faz mais por absoluta inércia da própria TI. Então o passo 1 é: A TI precisa absorver, participar, e estar ao lado de toda operação, estratégia, problemas, e o que for do negócio. E essa é uma iniciativa da própria TI. Não espere que te chamem, é preciso “tirar a bunda da cadeira” e conversar com os usuários chaves.

Quando a TI atinge esse grau de maturidade, ou seja, domina os processos e a estratégia de negócios (e isso não é tão difícil pois normalmente os sistemas permeiam vários silos de uma empresa), temos a situação inversa, a TI passa a ser a referência do conhecimento dos processos, e a ser procurada com as solicitações mais absurdas. Falta conhecimento de tecnologia aos usuários. Falta entenderem o que é possível, o que é factível, e o que é apenas conversa de vendedor de tecnologia – esses prometem até a mãe, mas dificilmente entregam. Então precisamos ir ao passo 2, aculturar as áreas de negócio em tecnologia. Mostrar um pouco do que é possível, do custo, quais são os riscos e mais que o custo da implantação, o custo da manutenção. Não é simplesmente negar, e sim explicar, dividir o risco, trazer assuntos ao debate de todos. Só assim iremos gerar a confiança de que as ações da TI visam sempre o bem comum de todos. E neste ponto é preciso estar muito atento. Me lembro de 2 questões: A primeira é uma frase que sempre repito ao meu filho: “Não estamos aqui para fazer o que é mais fácil e sim fazer o certo”. E o segundo ponto, quase uma consequência do primeiro, é a confiança. A área de tecnologia é uma área muito nova, que gera incertezas no corpo diretor, onde poucos dominam esse assunto e a confiança na TI é essencial para que se possa fazer um bom trabalho.

Tendo dois pontos encaminhados, passamos por um problema gigante e quase insolúvel, o Custo TI. E sim, ela é MUITO CARA. Tá bom, ela não é cara, ela tem um alto investimento. Estudos mostram que o retorno de 92% dos investimentos em tecnologia (concluídos) se pagam em 18 meses. Mas mesmo assim os valores são muito significativos em qualquer orçamento, de qualquer tamanho de empresa. Ainda mais quando novamente os “vendedores” de TI convencem que pagar como serviço é muito melhor que adquirir… E repetem isso até convencer quem não se preparou para entender as letras miúdas. E usando a lógica, em nenhum momento disse que não seria, nem que seria. Cada caso precisa ser analisado no contexto.

Mas agora, como chegar a uma TI mais ágil, leve, e até quem sabe mais barata?

Neste ponto é preciso aprender um pouco com as pequenas empresas. Atualmente muitas delas não tem mais nem sistemas, usar tudo como serviço. Áreas de Contabilidade, Jurídica, Marketing, e até RH cada vez mais passam a ser terceirizadas. Será que a TI não precisa passar por isso? Porque não podemos ter todos os sistemas da empresa como um Google Workspace? Preciso ter uma infraestrutura gigantesca? Um Ultimate Firewall? Um megablaster Storage?

A operação da TI é muito pesada e segundo o próprio Gartner consome 68% dos recursos de TI. E é ela que proponho combater. A área de TI precisa ser menos operacional e mais estratégica. Precisa ter seu foco voltado a melhorar as ferramentas para o negócio final das empresas. Só reduzindo seu custo de operação poderemos usar este recurso para evolução.

É claro que migrar todo um legado para uma plataforma como serviços em nuvem não é simples e talvez nem barato ou até possível neste momento. Mas quem disse que seria fácil? A TI precisa estar pensando sempre um passo à frente se quer ser ágil e ter investimentos mais assertivos. Quando o negócio precisar, ela já tem na mão, ou melhor, no cérebro, alternativas, caminhos, tecnologias. Pensar em uma TI leve, ágil, segura e quem sabe com custos mais realistas, não é importante agora? Ter um direcionador para tomar as decisões que irão afetar o negócio em poucos anos ou meses?

Pense em como pode ser simples. No meu entendimento esse é o segredo. Não faça só o que é legal, construa o que faz sentido com o objetivo que sua empresa use a tecnologia de forma simples. Fechando o assunto, buscar a simplicidade é o segredo.

E como dizia Steve Jobs: “Simplicidade é a sofisticação definitiva.“

Falar de User Experience nunca sai de moda, pois vivemos em um mercado em constante transformação, ainda mais falando de relacionamento com o cliente. Para ficar atualizado neste importante tema, nossa dica é a palestra online “Experiência do Usuário e Mudanças de Cultura no Mundo Corporativo“, com Marcio Pinheiro, parte do evento digital Govstorming 2021.

O evento será no dia 01/10, às 20h, e o palestrante é dos mais qualificados: Marcio Pinheiro, CEO da nossa parceira MPgo e um expert em Experiência do Usuário, com passagens em grandes empresas de tecnologia. A palestra é gratuita e pode ser acessada abaixo:

Acesse aqui a palestra.

Crescimento exponencial é um termo que muito se usa nas startups, para explicar seus ritmos acelerados de expansão. Entretanto, toda organização pode se beneficiar das estratégias que estas empresas empregam para alavancar seus negócios.

Este é o tema do livro “Tração“, de Gabriel Weinberg e Justin Marcs, que enumera 19 canais que as startups utilizam para aumentar exponencialmente sua base de clientes. Uma leitura mais do que válida para renovar os métodos de sua empresa e buscar melhores resultados.

A gente sabe que o brócolis não é uma unanimidade no gosto do público, mas mas não há como negar que é importante para uma dieta bem equilibrada. Para quem busca uma alimentação balanceada e altamente nutritiva, este é um dos principais superalimentos, especialmente por suas propriedades anticancerígenas.

Além disso, é um ótimo antioxidante, ajudando a retardar os efeitos do envelhecimento, trazendo mais vitalidade e uma pele jovial por mais tempo. E bota em cima mais uma alta concentração em fibras, propriedades metabólicas, baixo valor calórico e riqueza de nutrientes como cálcio, ferro, potássio e vitaminas A, C, K e do complexo B.

São muitas vantagens, que tal incluir este amigo verdinho na alimentação hoje mesmo?

Que a expressão “Mundo VUCA”, de que trata nosso artigo principal de hoje, surgiu no final da Guerra Fria, em 1990? Ela expressava o cenário vivido pelas forças armadas estadunidenses, que esperavam que o desfecho da guerra fosse favorável a elas, mas acabaram por perceber que estavam diante de um cenário imprevisível e hostil.

A partir disso, as estratégias passaram a prever o imprevisível: mudanças, anacronismo, ou, da própria sigla: volatility (volatilidade); uncertainty (incerteza); complexity (complexidade); ambiguity (ambiguidade).
Hoje usada para o mundo corporativo e econômico, a sigla prevê as incertezas das constantes mudanças e inovações atuais.

E BANI?

Quando VUCA passou a ser trabalhado no mercado corporativo, muitos se questionaram sobre sua literalidade. Até que o antropólogo Jamais Cascio trouxe um novo conceito: o Mundo BANI.

Neste mundo, há fragilidade. Tudo muda rapidamente. Todos que quiserem vencer têm de estar um passo à frente. Por isso, os formadores da sigla: Brittle (frágil), anxious (ansiedade), nonlinear (não-linearidade) e incomprehensible (incompreensível).

Modos de leitura e atuação no mercado atual. E sua empresa, em qual está?

A Qualitor convida profissionais com o perfil de atender bem para fazer parte do nosso time! Temos duas vagas em aberto para Programador Backend e Frontend, ambas para home office. Veja os requisitos:

Desenvolvedor Backend Pleno
Conhecimento necessário:
Javascript server-side (NodeJS)
Bancos de dados SQL e NoSQL (MySQL, MongoDB)
Desenvolvimento e manutenção de APIs RESTful/RPC
Diferenciais:
Typescript (NestJS)
Microsserviços
RabbitMQ
JestJS
Docker
Kubernetes

Desenvolvedor Frontend Júnior
Conhecimento necessário:
HTML
CSS
Javascript
VueJS
Consumo de APIs RESTful
Noções de design/UX
Diferenciais
Vue3
Vite
Tailwind
Typescript
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