Experiência que traz redução de custo: a Lei de Wright aplicada à tecnologia

Lei de Wright, lançada por Theodore Wright em 1936, passou de uma aplicação ao campo industrial para setores diversos ao longo do tempo, tendo destaque em verticais como a aeronáutica, a automobilística e a de tecnologia.

A teoria pensa um modelo de produção e gestão baseado na aprendizagem contínua e cumulativa, partindo do princípio que quanto mais um profissional domina o que faz, melhor e mais o faz, com menos dispêndio de recursos. Ou seja: a experiência determina uma produtividade maior e mais assertiva, tendo como consequência o incremento dos ganhos e a redução de custos.

Lei de Wright afirma que, para cada duplicação cumulativa das unidades produzidas, os custos cairão em uma porcentagem constante. Engenheiro aeronáutico e membro do Controle de Recursos de Aeronaves no governo dos EUA na gestão de Franklin D. Roosevelt, o autor repercutiu seus estudos na indústria da aviação, tendo resultados como: a cada duplicação da produção de aviões baseada na curva de aprendizagem, a necessidade de trabalho (horas, recursos, pessoas) reduzia entre 10 e 15%.

Da aeronáutica, as aplicações da teoria saltaram para outras indústrias, como a de tecnologia. Um dos casos de maior destaque é o da Tesla, que embasa sua produção em muitos pontos da Lei de Wright, tendo colhido aprendizados na indústria automobilística tradicional para aprimorar conceitos, evitar perdas e inovar completamente no modelo fabril, resultando em alguns de seus mais importantes projetos, como o Lotus movido a bateria, lá de 2007.

A Tesla aprendeu com o tempo e a experiência de indústrias anteriores, que já utilizavam Wright em seus princípios, como a Rolls-Royce, e também com suas próprias práticas, testadas ao longo de anos, incrementando uma estratégia de negócios que, hoje, é case mundial de inovação e rende não apenas produtos, serviços e experimentos, mas também demonstrações da própria teoria – haja vista que em 2020 a empresa de Elon Musk ministrou palestras sobre a aplicação da teoria de Wright em seus conceitos de gestão, manufatura e tomada de decisão.

Hoje, a Lei de Wright não está mais confinada à manufatura. Exemplos como o da Tesla nos mostram que a teoria se aplica ao pensamento empresarial moderno, ganhando espaço na tecnologia e na inovação/evolução de mercados diversos por ter a experiência como causa e a melhoria contínua, acompanhada de redução de custos, como consequência.

Trata-se de um conceito simples, cuja aplicação é capaz de trazer resultados enormes – veja-se o anúncio da própria Tesla, em 2020, de que lançará baterias para veículos elétricos cujos custos de produção cairão em até 56%, resultando em menor preço para o consumidor final.

Fazer, aprender, melhorar, ganhar mais e gastar menos. Aprendizados que a Tesla, Rolls Royce e muitas outras assimilaram e seguem. Exemplos que sua empresa também pode – e deve – seguir.

Que existe um ciclo de crescimento das tecnologias digitais, bastante impactante na adoção da inovação, que ele passa por 6Ds?
 
Sim, são os 6Ds da Inovação, um conceito criado pelo futurista Peter Diamandis, que enxerga a tecnologia em uma curva exponencial de adoção e destaca que sua evolução se desenvolve em seis etapas principais: digitalização, decepção, disrupção, desmonetização, desmaterialização e democratização.
 
No livro Bold, lançado em 2016, Diamandis aponta os 6Ds como estrutura básica para que as empresas se mantenham atualizadas, evitando modelos retrógrados que minem sua competitividade e as joguem no limbo, a exemplo da Kodak Eastman Company, que se negou a evoluir para o modelo digital de fotografia – no qual ela mesma chegou a começar a investir na década de 70, mas não foi adiante – e terminou por fechar as portas.
 
Se você não quer ser a próxima Kodak, é melhor conhecer e aplicar os 6Ds. Então, vamos a eles:
 
Digitalização: Diamandis parte do princípio de que tudo o que puder ser digitalizado, deve ser. Além disso, é preciso fazer esta digitalização agregada à velocidade, ou seja: digitalizar para fazer e entregar mais rapidamente. Isso é poder exponencial.
 
Decepção: ainda segundo o autor, sempre após a digitalização, vem a decepção, um momento no qual o crescimento da nova “coisa” é lento e pode até parecer inexistente.
 
Porém, segundo a teoria exponencial, este crescimento tende a se mostrar mais vistoso com o tempo – e, na velocidade da era digital, este tempo pode ser cada vez mais curto. É preciso exercer a paciência e a resiliência, superando o segundo D, para chegar ao terceiro, que veremos agora.
 
Disrupção: quando a Kodak inventou a câmera digital, em 1975, esta pesava quase 4 quilos e tirava até 30 imagens digitais em preto e branco. Eram necessários 23 segundos para tirar e armazenar fotos de mísero 0,01 megapixel.
 
Resultados que não animaram a fabricante a seguir investindo na tecnologia. Pois veja-se hoje: até mesmo as câmeras digitais já foram ultrapassadas, tornando-se um aditivo obrigatório de smartphones, e a capacidade de captação e armazenamento de imagens cresceu não apenas exponencialmente, mas vertiginosamente.
 
E, então, viveu-se a disrupção da tecnologia a qual lá atrás a Kodak não deu crédito: uma inovação que criou um novo mercado e abalou outro pré-existente.
 
Desmonetização: a tecnologia pode tornar um produto ou serviço bastante mais barato e, por vezes, até mesmo gratuito. A isso Peter Diamandis chama de “desmonetizar”.

Com os smartphones, por exemplo, ninguém mais precisa comprar uma câmera: basta pagar pelo telefone e ela está ali. O aparelho custa, mas o armazenamento das imagens nele, não – pelo menos não até você desejar ampliar com novos dispositivos de memória ou espaços em nuvem paga.
 
Já com o Instagram, não é preciso pagar por nada: você gera a foto, armazena, legenda e publica de graça. É desmonetização motivada pela disrupção.
 
E isso aconteceu com várias indústrias: o Airbnb vem desmonetizando o setor de hotelaria tradicional, enquanto o Craiglist desmonetiza classificados pagos e o Skype, Zoom, Meet e afins minam a telefonia de longa distância.
 
Desmaterialização: o que antes era físico, como a câmera fotográfica, agora é digital, em um aplicativo no smartphone. Ou seja, desmaterializou. O mesmo ocorre com gravador, GPS, tocadores de música, agendas, relógios. Tudo deixou de ser físico, foi digitalizado e desmaterializou, embora exista hoje em quantidades exponencialmente maiores do que poucas décadas atrás.
 
Democratização: com a digitalização, tudo fica mais facilmente executável, entregável e compartilhável. O acesso a um smartphone em 2021 é muito mais democrático do que era o acesso a uma câmera analógica na década de 80 ou a uma câmera digital avançada nos 2000 (quem lembra da propaganda da TekPix, parcelando em zilhões de vezes?). 
 
Hoje também não é mais preciso comprar caríssimos filmes fotográficos, nem gastar em revelação: faz a foto ou vídeo, confere, se não gostar, apaga e faz de novo. Depois, compartilha gratuitamente em redes e aplicativos de conversa, ou armazena em álbuns gratuitos digitais.
 
A democratização, segundo Diamandis, vem da desmonetização e da desmaterialização, que, por sua vez, resultam da disrupção, que passa necessariamente pela digitalização.
 
Os 6Ds de Diamandis são, praticamente, um roteiro para mapear o ciclo de vida de novas tecnologias, ou de produtos/serviços já em andamento. Trata-se de estar atento a cada etapa, não negligenciar nenhuma delas e identificar pontos de avanço ou regresso quando necessário.
 
Dominar isso é um salto para o sucesso no conceito de empreendedorismo exponencial.

SUCESU-RS retoma, no dia 25 de novembro, as edições presenciais de um de seus principais eventos, o Seminário Executivo SUCESU-RS, após quase dois anos somente realizando edições somente online. Neste encontro, que ocorrerá no Vila Ventura, em Viamão-RS, a Qualitor e a Constat serão patrocinadoras Gold.
 
“Nossos grandes amigos da Qualitor Constat estarão conosco neste evento, nos ajudando com o que de melhor deles nós conhecemos: construir conexões e participar ativamente deste momento em que a tecnologia é protagonista na construção assustadoramente rápida de um futuro onde eles se juntam a nós e ‘pelejam’ para que o mundo digital continue a se desenvolver, sem esquecer de que seja cada vez mais humano e sirva para o bem, para uma vida de melhor qualidade para todos nós”, destaca o presidente da SUCESU-RSNilson Ayala Queiroz.  
 
Segundo o presidente, o Seminário irá reunir boa parte dos CIOs, gestores de TI e empresas de tecnologia do RS para dialogar e tratar do tema das Tecnologias Inteligentes Gerando Simplificação e Transformação nas Pessoas e nas Organizações.
 
“O mundo digital afastou e aproximou muitos de nós. Acelerou e foi solução na pandemia. Nos apressou e criou mais conexões, o que devemos cuidar para que não nos deixe menos tempo para refletir e enviesados a uma existência robótica e automatizada”, ressalta Ayala. “Por isso, este nosso evento será histórico e muito importante. Será de retomada do contato humano”, complementa.
 
Ainda conforme o gestor da entidade, só em 2021 já foram realizadas 14 edições do Seminário, mas sempre de forma online e de curta duração. Todas tiveram sucesso de público, mas o contato físico fez falta, e será suprido na realização do dia 25/11.
 
“Dentro de nosso propósito de promover o uso da tecnologia para o bem e conectar pessoas, empresas e a sociedade, direcionamos nossos esforços para qualificar e realizar um grande networking entre todos aqueles que, como usuários e fornecedores de tecnologia, conversam e promovem o melhor uso da mesma”, destaca Ayala. “Pois o mundo digital está inserido na nossa vida e, igual a ela, deve ser um espaço para a diferença, para o acolhimento, debate e escolha consciente. E a reflexão será ainda melhor de forma presencial com o calor humano”, finaliza.

Qualitor e a Constat foram indicadas ao Prêmio SUCESU-RS 2021 em duas categorias:
 
– Empresa Inovadora em TIC de SUCESU-RS 
– Empresa em Serviços de TI de SUCESU-RS

 
Agradecemos muito à diretoria e conselho da SUCESU-RS, representados na pessoa do presidente Nilson Ayala Queiroz, e expressamos nossa alegria em receber esta indicação, que é motivo de orgulho, ainda mais vindo de uma entidade junto a qual temos construído uma parceria forte e frutífera ao longo dos anos.
 
Acesse o link e vote em seus favoritos: https://forms.gle/k3UHaTLnsESwubyP6

Aproveitamos também para parabenizar a SUCESU-RS por seus 53 anos de fundação. Mais de cinco décadas de um trabalho fantástico feito pela TI gaúcha. Vida longa!

Por que empresas que fazem tudo certo, entendem seus mercados e seguem boas regras para alcançar a competitividade podem perder a liderança de seus nichos?
 
Este livro busca responder esta pergunta, apontando o confronto com mudanças tecnológicas, os pontos de ruptura, como principais focos de atenção.
 
Trazendo cases de sucesso e de fracasso, a obra mostra como não apenas inovar, mas capitalizar a inovação, e entender quando é saudável e quando é prejudicial realizar ações que são tradicionalmente tidas como inevitáveis, como dar ouvidos ao cliente ou investir forte na redução de custos de fabricação/entrega.

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