Como está a maturidade do Brasil em relação a TI?

O mercado brasileiro vem apresentando sinais de aumento gradativo da maturidade em relação à tecnologia. Conforme o estudo Mercado Brasileiro de Software – Panoramas e Tendências, realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em conjunto com a IDC, em 2021 foram investidos US$ 45,7 bilhões em hardware, software e serviços no país, colocando-o na 10ª posição do ranking global, com participação de 1,65% no total mundial de US$ 2.79 trilhões.

Um índice não muito animador globalmente, mas ao fazer o recorte regional, saímos na liderança da América Latina, onde representamos 40% dos investimentos em TI. E a tendência, segundo a ABES, é de evolução ainda em 2022: apesar da cifra representar percentual pequeno no total mundial, em termos de crescimento nossa média foi maior – 17% locais contra 11% globais. Claro que se resguardam as proporções, mas na análise do conselheiro da Associação, Jorge Sukarie, a taxa de aumento é um índice importante, e em 2022 deverá ser novamente satisfatória, ficando em torno de 14,3% e perdendo apenas para a Turquia, onde a alta estimada é de 16%.

Do total de investimentos realizados no Brasil, a maior parte se destinou ao hardware (57,6%). Já a área de software ficou com 24,65% e a de serviços, com 17,6%. Globalmente, os percentuais ficam, respectivamente, em 47%, 27% e 26%.

A proximidade do Brasil em aportes em hardware em relação ao mercado mundial traz uma leitura de evolução em maturidade de investimento, conhecimento, onde se está bem próximo aos percentuais de serviços e software. Por outro lado, há uma maior competição na arena do mercado e também pelos melhores talentos. E, óbvio, exportadores de recursos humanos.

O conselheiro da ABES também crê neste aumento de maturidade, e avalia que, apesar dos juros e da inflação, que são entraves costumeiros ao crescimento dos investimentos de todas as áreas no Brasil, o que inclui a TI, o país tem potencial para crescer no ranking global, alcançando 2,5% do total investido em tecnologia e subindo de posição.

Na linha do hardware, os investimentos e consequente consumo em grande escala também são acompanhados de alguns riscos, como o de falta de componentes. Conforme o estudo da ABES, é possível que haja falta ou atraso de alguns itens em 2022, e pode ser que até mesmo por desafios como este, a tendência de digitalização, de adoção de soluções as a service, venha aumentando.

Os gastos com infraestrutura como serviço (IaaS) na nuvem pública, por exemplo, tendem a alcançar US$ 1,9 bilhão em 2022, com crescimento acima  de 36%. Na nuvem privada, a alta será de discretos 7,9%.

Já o mercado de dispositivos crescerá cerca de 1,9% em unidades e 12,6% em valor, movimentando US$ 22,9 bilhões. Mas a tendência de digitalização neste campo também é crescente: os devices as a service (DaaS) tendem a ter aquisição e uso aumentados, com projeção de crescimento em torno de 21% só na linha de PCaaS.

O QUE DEVE MOVIMENTAR A CENA

Para a ABES, alguns fatores que darão impulso ao crescimento dos investimentos e da maturidade brasileira em TI são a participação cada vez maior das micro e pequenas empresas, principalmente no consumo de software e serviços; o aumento dos já expressivos aportes de segmentos como finanças e telecom em tecnologia, sendo puxados por soluções de Internet e segurança; e a percepção de possibilidades do trabalho híbrido, que tende a seguir crescendo nacional e globalmente.

FATOR HUMANO

Por outro lado, se há um setor em que o Brasil ainda precisa muito melhorar, é na atração, especialização e retenção de talentos em TI.

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação (Brasscom) mostram que, no setor, a demanda média é de 70 mil profissionais por ano, mas aproximadamente 25 mil destas vagas ficam ociosas.

Uma das explicações está no ainda pouco interesse dos jovens em cursos da área de TI. Para se ter uma ideia, para cada graduado em TIC, outros 11 advogados ou administradores se formam no país. A disparidade também existe em outros locais, mas menor: nos EUA, a taxa é de um para 5, por exemplo, e na Índia, um dos maiores mercados de mão de obra e serviços de TI do globo, de um para 3.

Outros fatores incidem, como a exportação de talentos. Embora sejam menos numerosos do que os graduandos de outros segmentos, os profissionais que se formam e atuam em TI no Brasil tendem a ser qualificados, mas há uma disputa com os estrangeiros. Atualmente, com o dólar alto, contratar em reais é mais vantajoso, e isso se tornou ainda mais propenso com o trabalho remoto, segundo a BRASSCOM.

O QUE FAZER?

Bons exemplos, conforme a Associação, são investimentos nos skills de TI desde a educação média. Além disso, aumentar o investimento em ciências exatas e entender a importância de formações como as do ramo técnico em programação.

Outras recomendações, já utilizadas em países como China, EUA, Índia e Israel, são o alinhamento curricular das graduações de TI às reais demandas do mercado, o desenvolvimento do ensino à distância e a oferta de incentivos para que os talentos da TI local permaneçam por aqui.  

 

Sabia que, ainda segundo o estudo da ABES que já citamos, a Internet das Coisas também está em franca tendência de crescimento? Em 2022, é esperado que este setor movimente um total de US$ 1,6 bilhão no Brasil, alta de 17,6% sobre o ano anterior.

E muito disso se deverá à expansão de outros setores, como o trabalho distribuído, que apostará muito em dispositivos ligados à Internet, elevando não apenas o montante de aportes, mas também o de dados. Consequência disso será outra alta, esta no mercado de Big Data & Analytics, que tende a crescer em torno de 10,8%

Você já deve ter ouvido falar que o chá de camomila ajuda a acalmar. É verdade, e esse é um dos principais benefícios dessa bebida, mas não é o único.

A camomila tem propriedades anti-inflamatória e antiespasmódica, ajuda a combater náuseas, má digestão e gases, além de conter apigenina, um composto bioativo que auxilia na redução do estresse e da ansiedade. Além disso, melhora a qualidade do sono e pode até prevenir alguns tipos de câncer, como próstata, mama, tireoide e ovário.

Muito tempo trabalhando, sentado ou em pé, e as pernas começam a dar sinais de cansaço. Será que é só isso mesmo?

A medicina manda prestar atenção aos sinais que estes membros podem mandar. Na circulação, por exemplo: quando há problemas na distribuição do sangue, pode haver sintomas nas pernas, como pele fria e seca, coceira, câimbra e manchas vermelhas.

Varizes, inchaços nos pés e tornozelos, ausência de pelos nos membros inferiores e rachaduras nos calcanhares também podem ser avisos do corpo. Além disso, a sensação de formigamento ou dormência é alerta sempre.

Para evitar a má circulação, procure mudar de posição frequentemente, se exercitar e se alimentar adequadamente.

AI 2041: Dez Visões Para o Nosso Futuro

Esta obra, de JKai-Fu Lee e Chen Qiufan, trata a Inteligência Artificial como a área de desenvolvimento que definirá o século XXI. Conforme os autores, nas próximas duas décadas, aspectos da vida humana a que hoje estamos perfeitamente acostumados se tornarão irreconhecíveis.

A IA gerará riqueza sem precedentes, criará novas formas de comunicação, revolucionará o entretenimento e as relações. Mas também desafiará os princípios organizadores de nossa ordem econômica e social, além de trazer novos riscos, como armas autônomas e tecnologias inteligentes com viés humano.

Tudo em um tom provocativo e divertido que faz desta uma leitura imperdível.

 

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